A presidente do Palmeiras, Leila
Pereira, usou a festa de encerramento do Paulistão como um dos motivos para
faltar ao depoimento que prestaria à CPMI do INSS no Congresso Nacional na
segunda-feira (9/3).
Por meio de seus advogados, Leila enviou uma carta à comissão avisando que não
compareceria à oitiva. No documento, ela alegou que sua presença na festa do
Campeonato Paulista seria “indispensável”.
A festa em questão é “cerimônia de
encerramento e de premiação do Campeonato Paulista de Futebol”, que teve o
Palmeiras como campeão em 2026. O evento acontecerá na noite da segunda-feira
em São Paulo.
“Trata-se de compromisso institucional
previamente agendado, em que é indispensável a presença pessoal e
intransferível da Peticionária, já que presidente da equipe campeã da edição de
2026 do Campeonato Paulista de Futebol”, diz o documento.
Leila também usou como argumento a
decisão do ministro do STF Flávio Dino que anulou a votação de 87 requerimentos
em globo pela CPMI do INSS, entre eles, o que previa a convocação da dirigente.
Remarcação?
O presidente da CPMI, senador Carlos
Viana (Podemos-MG), afirmou ter acertado com Leila Pereira o adiamento da
oitiva para o dia 16 de março. Entretanto, a carta dos advogados da dirigente
do clube afirma outra coisa.
Segundo o documento, Leila estará em
viagem internacional entre 10 e 25 de março. Os defensores da presidente do
Palmeiras ainda dizem que ela só comparecerá caso um novo requerimento seja
aprovado.
“Por todas estas razões, renovando-se o profundo respeito à CPMI-INSS, informa-se o não comparecimento desta Peticionária à sessão do dia 9 de março de 2026, que está à disposição para, se aprovado novo requerimento de sua convocação em observância às balizas traçadas pelo STF no MS 40.781, comparecer e prestar os esclarecimentos eventualmente necessários”, diz o documento.


