O grupo GPA, responsável por redes como
Pão de Açúcar e Extra, anunciou nesta terça-feira (10) que chegou a um acordo
com parte de seus credores para avançar em um plano de recuperação
extrajudicial. A medida faz parte de uma estratégia para reorganizar cerca de
R$ 4,5 bilhões em dívidas e aliviar a pressão sobre o caixa da companhia.
A iniciativa ocorre após a empresa já
ter sinalizado dificuldades financeiras e a necessidade de renegociar passivos.
Agora, com o entendimento firmado com credores, o GPA pretende reestruturar o
endividamento sem recorrer à recuperação judicial — um processo mais amplo,
conduzido pela Justiça e que costuma ser mais demorado.
De acordo com a companhia, o plano
recebeu aprovação unânime do conselho de administração e já conta com o apoio
de credores que representam 46% dos créditos envolvidos, o equivalente a cerca
de R$ 2,1 bilhões.
Com o acordo, os pagamentos dessas
dívidas serão temporariamente suspensos enquanto ocorrem as negociações, dando
fôlego financeiro para a empresa discutir novas condições de pagamento. O
período inicial de tratativas deve durar 90 dias, prazo em que o GPA tentará
ampliar a adesão de credores e fechar um acordo definitivo.
A varejista ressaltou que fornecedores,
parceiros comerciais, clientes e obrigações trabalhistas não fazem parte do
plano, o que significa que essas relações seguem normalmente. Na prática,
segundo a empresa, o objetivo é garantir que as lojas continuem funcionando sem
impacto para consumidores e para a operação diária.
Em comunicado ao mercado, o grupo
afirmou que a renegociação busca melhorar o perfil da dívida e fortalecer a
estrutura financeira, criando condições para resolver problemas de liquidez no
curto prazo e dar mais estabilidade ao negócio no longo prazo.
Segundo o GPA, a estratégia foi
desenhada justamente para permitir que a empresa continue operando normalmente
enquanto tenta reorganizar suas finanças e reduzir o peso do endividamento.


