O Aeroporto de Paulo
Afonso vai mesmo para a iniciativa privada. O Governo Federal bateu o
martelo e incluiu oficialmente o terminal no Programa Nacional de
Desestatização (PND), abrindo caminho para que uma empresa assuma sua
administração.
A decisão foi publicada no Diário
Oficial e assinada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e pelo ministro de
Portos e Aeroportos, Silvio Filho. Com isso, o aeroporto será concedido a uma
empresa privada por meio de um contrato de concessão.
Além de Paulo Afonso, o Aeroporto de
Lençóis, na Chapada Diamantina, e o Aeródromo de Guanambi também estão na
lista. A ideia do governo é atrair investimentos para melhorar a estrutura e os
serviços dos terminais baianos.
Na prática, o processo já está
adiantado. Em um leilão realizado no ano passado, a concessionária que
administra o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, arrematou o
terminal de Paulo Afonso. A nova resolução serve para formalizar o processo de
transferência.
A concessão faz parte do Programa
AmpliAR, que prevê um investimento total de R$ 1,25 bilhão para aeroportos no
Nordeste e na Amazônia. A expectativa é que o dinheiro seja usado em melhorias
na estrutura e na operação para impulsionar a aviação regional.
Agora, a Agência Nacional de Aviação
Civil (Anac) ficará responsável por conduzir os próximos passos técnicos para a
incorporação do aeroporto pela nova administradora.


