Em um jogo de dois tempos bem distintos
— mas não como foi na final do Baianão — Bahia e Vitória empataram em 1x1 na
noite desta quarta-feira (20), na Arena Fonte Nova, pela 5ª rodada do
Campeonato Brasileiro. Diferente da decisão estadual, que teve um tempo para
cada lado, pela Série A a primeira etapa foi elétrica, com certo domínio do
Esquadrão, e terminou empatada com dois gols nos acréscimos: Ramon abriu o
placar para o Leão, e Jean Lucas, de novo ele, deixou tudo igual para o
Tricolor. No segundo tempo, porém, os dois times produziram um jogo sonolento,
que manteve o placar inalterado até o apito final.
Com o resultado, o Bahia chega aos oito
pontos e segue momentaneamente na 4ª colocação. Os comandados de Rogério Ceni
voltam a campo no próximo domingo (15), às 16h, contra o Internacional, no
Beira-Rio. Já o Vitória permanece na 15ª posição, com quatro pontos, e volta à
ação neste sábado (14), quando encara o Atlético-MG, às 18h30, no Barradão.
O JOGO
O clássico na Fonte Nova começou muito
agitado. Logo aos dois minutos de jogo, Cacá recuou para Lucas Arcanjo, que se
atrapalhou no domínio, entregou a bola de graça para Erick Pulga e acabou
cometendo o pênalti na sequência. No entanto, o goleiro rubro-negro se redimiu
ao defender a cobrança de Willian José e ainda contou com a sorte — e com a
ajuda do VAR —, que anulou o gol marcado por Luciano Juba no rebote, já que o
lateral invadiu a área antes da cobrança.
Depois do lance, o jogo seguiu mais
estudado e muito truncado no meio-campo, com muitas faltas e pouca fluidez.
Quem voltou a ter uma chance de perigo primeiro foi o Leão, aos 15 minutos, com
Matheuzinho, que interceptou passe de Gabriel Xavier na intermediária, avançou
até a entrada da área e bateu cruzado para defesa de Ronaldo. A partir desse
momento, porém, o Bahia passou a dominar completamente a partida.
O Vitória tentava marcar pressão alta,
com Matheuzinho, Kayzer e Marinho encaixando no tripé base da construção do
Bahia, formado por Acevedo, Gabriel Xavier e Mingo. Mas o Esquadrão conseguia
superar a pressão com muita facilidade e criava enorme superioridade numérica
no meio, já que os três homens de frente do Leão não faziam a recomposição.
Com isso, os homens de meio e de frente
do Bahia deitaram e rolaram, colocaram o Vitória na roda e criaram um caminhão
de chances. A melhor sequência veio com Erick, que acertou o travessão duas
vezes em lances praticamente seguidos. Primeiro, o camisa 14 arriscou de muito
longe e obrigou Arcanjo a desviar para o travessão. Depois, da entrada da área,
bateu de três dedos e acertou a trave novamente, arrancando o suspiro da
torcida na Fonte Nova.
Quando o Vitória estava completamente
entregue, o árbitro mandou os times para a parada de hidratação, e o
rubro-negro agradeceu como um lutador contra as cordas que escuta o gongo para
salvar pelo menos mais um round. E o time soube tirar proveito da pausa, que
esfriou o ímpeto do Bahia, e serviu para Jair Ventura reorganizar recomposição
da equipe, que não só equilibrou o jogo novamente, mas também abriu o placar.
Aos 46 minutos, Kayzer puxou
contra-ataque com categoria e acionou Marinho na ponta. Na tentativa de fazer o
corte, Juba acabou entregando a bola nos pés de Ramon, que passava pelo meio. O
lateral mostrou muita habilidade para finalizar de antes da meia lua com uma
cavadinha, encobrindo Ronaldo e marcando um golaço na Fonte.
Logo depois do gol, o Rubro-Negro teve a
chance de ampliar em mais um contra-ataque, mas Marinho chutou para fora e
desperdiçou a oportunidade. E, como já diz o velho ditado do futebol, quem não
faz, toma. O Leão viu o Bahia empatar em um lance que parecia replay do
primeiro gol do Esquadrão na decisão do último fim de semana. Acevedo cruzou na
segunda trave, Willian José escorou para a pequena área e Jean Lucas apareceu
livre para mandar para o fundo do gol e deixar tudo igual antes do intervalo.


